domingo, 13 de dezembro de 2015

18:44:00
Medida integra pacote de recuperação das finanças dos Correios. Estimativa é aumentar receitas em R$ 780 milhões por ano
O Ministério da Fazenda autorizou na última quinta-feira (10) a revisão das tarifas postais nacionais e internacionais dos Correios, sob forma de recomposição. Serão atualizados os preços de serviços como carta, telegrama, FAC (contas e boletos bancários) e malote.
Segundo assessoria, as tarifas acumulavam, desde 2012, numa defasagem em relação à inflação. A medida foi publicada na edição do Diário Oficial da União, por meio da portaria n.º 934.
A recomposição autorizada pela Fazenda é de 8,898% e será implementada nos próximos dias, depois da publicação de uma portaria do Ministério das Comunicações que oficializará os novos valores dos serviços. Com a atualização nos preços, o envio de uma carta não comercial, que hoje custa R$ 0,95, passará para R$ 1,05. Já a carta comercial, que hoje custa R$ 1,40, passará para R$ 1,50. A carta social, voltada aos beneficiários do programa Bolsa Família, permanecerá com tarifa de R$ 0,01.
Com o realinhamento, a expectativa é de crescimento de R$ 780 milhões por ano nas receitas da empresa. “Atualizamos as tarifas dos serviços postais, como cartas e telegramas, que estavam defasadas. A recomposição é de centavos, não onerando a população nem impactando a inflação, mas de grande importância para nosso equilíbrio fiscal”, afirma o presidente da estatal, Giovanni Queiroz.
Força-tarefa — O pedido de recomposição das tarifas integra uma série de medidas da nova gestão dos Correios que visa reduzir o déficit e aumentar as receitas.
Esta semana foi criada força-tarefa, com a participação dos trabalhadores, que tem prazo até o dia 29 de janeiro de 2016 para definir cortes e otimizar recursos, tais como revisão e renegociação de contratos de aluguel de imóveis; diminuição dos valores de patrocínios e publicidade; extensão do prazo de renovação da frota de veículos e de mobiliário; entre outros. As entregas matutina e alternada de correspondências também estão previstas.
Foto: EBC - Divulgação