quinta-feira, 26 de maio de 2016

População terá acesso a banco de dados online com registro de todas as pessoas que passarem pelos 72 IMLs do estado


Após dois anos de trabalho para aprimorar e tornar efetivas as buscas de pessoas desaparecidas em todo o Estado de São Paulo,
A Procuradoria-Geral de Justiça e o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), do Ministério Público de São Paulo, dialogaram com a  Secretaria da Segurança Pública e lançaram a interação entre o Instituto Médico Legal (IML) e a Polícia Civil para evitar enterros de pessoas desaparecidas. A medida visa que pessoas tidas como desaparecidas não venham a ser enterradas como indigentes.
De acordo com a assessoria, dentre duas semanas , um Banco de Dados central que agrupa informações das 72 unidades do Instituto Médico Legal (IML) distribuídos em todo o Estado, estará disponível  online para que a Delegacia de Desaparecidos do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), órgão responsável pelas buscas de desaparecidos na Capital e as DIGs (Divisão de Investigações Gerais) e SIGs (Serviço de Investigações Gerais), responsáveis pelas buscas de desaparecidos no interior do Estado, possam fazer pesquisas e buscas, online, tanto no banco de dados que já possuem tanto quando  receberem a notícia de um novo desaparecimento. Esse banco de dados é para consulta exclusiva do IML e das unidades policiais, por conter dados sigilosos.
Esse aprimoramento, vai garantir às Instituições que trabalham na busca de desaparecidos que os corpos encaminhados ao IML serão informados para a Polícia, e que esta irá se encarregar de contatar os familiares, especialmente antes do enterro.
Nesse banco de dados constam informações sobre o nome das pessoas que deram entrada nas unidades do IML, informações antropométricas (características do corpo humano), fotos, vestimentas, fotografias. O IML também guarda material genético de todas essas pessoas em seus arquivos.
Durante as tratativas, o IML também considerou importante providenciar, há duas semanas, a disponibilização no site (www.ssp.sp.gov.br/transparenciassp/consulta.aspx) da Secretaria Estadual da Segurança Pública, no ícone “Registro de Óbitos – IML”, o cadastro geral do Instituto Médico Legal (IML) de 2013 até 2016, ainda em construção.

Nesses registros constam a data, mês e ano da entrada do corpo no IML, o nome da vítima, o número do boletim de ocorrência, a delegacia de registro e o número do laudo expedido pelo órgão. Isso significa que, a partir de agora, familiares ou conhecidos de desaparecidos ou de pessoas mortas não vão mais precisar percorrer as 72 unidades do IML em todo o estado em busca de parentes ou conhecidos. Essa procura pode ser online, e, posteriormente, confirmada por meio da  fotografia disponível no IML.