domingo, 3 de julho de 2016

Dioneide Gonçalves Lima, 34 anos, teve AVC e família optou pela doação de todos os seus órgãos
Órgãos foram transportados pela FAB (Foto:O REGIONAL)


Uma grande corrente do bem foi lançada nas redes sociais nesta semana em Catanduva para ajudar uma família que teve a mãe Dioneide Gonçalves Lima,34 anos, morta por AVC (Acidente Vascular Cerebral) e deixou 10 filhos, dentre eles,  gêmeas de apenas cinco meses.
A mulher estava hospitalizada no Hospital Padre Albino, desde o dia 28 de junho e teve morte encefálica na última quinta-feira,30. Mesmo com a dor da perda, a família optou em doar todos os órgãos da paciente, que era saudável.
Na última sexta-feira,01 de julho, equipes da Força Área Brasileira (FAB) com médicos da capital e unidades do interior paulista, por meio de uma força tarefa, estiveram  no Hospital Padre Albino (HPA) e realizaram a captação dos órgãos.
Os órgãos; coração, fígado, rim, córnea e os ossos da paciente foram transportados pelo avião da FAB, que ficou de prontidão no Aeroclube da cidade, enquanto o procedimento de retirada dos mesmos era realizado no hospital.
A decisão da família em doar os órgãos da paciente, irá ajudar muitas pessoas que estão na fila de espera de um doador, e fez com que muitos abraçassem a causa da importância da doação.
Mas, a preocupação agora é estruturar a família de Dioneide, que era jovem e deixou 10 filhos órfãos, dentre eles, cinco crianças pequenas, as gêmeas de cinco meses, uma menina de três anos, e gêmeos de cinco anos.
“Os órgãos foram doados, com muito sucesso, graças a Deus. Mas e esses órfãos de mãe? A família chora com a perda e a falta de recursos e sem saber o que fazer”, desabafou a dentista e mobilizadora da campanha, Dra. Marina Maguollo Mergulhão.

DOAÇÕES
Quem puder colaborar com a campanha, estão sendo arrecadadas doações de forma emergencial: Leite NAN Confor 1 (para as gêmeas), fraldas M e G, leite integral, alimentos e roupas infantis.
As doações podem ser entregues no Edifício Amazonas, rua Amazonas 470, em Catanduva, com Marina Mergulhão, ou com os funcionários do edifício Alessandra ou Antônio.