quinta-feira, 1 de setembro de 2016


Paralisação é por tempo indeterminado, categoria irá se reunir na segunda-feira  para confirmar greve


Os bancos devem levar novamente os bancários à greve. Se a proposta de reajuste rebaixado não mudar, os trabalhadores vão paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir da terça-feira, 6 de setembro.
Segundo assessoria, essa foi a decisão da assembleia realizada pelo Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região na noite desta quinta-feira (1), na sede da entidade. Na votação, os trabalhadores postaram-se contrários ao índice de reajuste rebaixado, à falta de proteção aos empregos, perdas na PLR e nos vales, e por melhores condições de trabalho. Houve apenas uma abstenção.
Pelo Brasil todo, foram inúmeros os sindicatos que aprovaram greve a partir do dia 6 de setembro, para os bancários e bancárias de bancos privados e públicos. Agora, o Comando Nacional dos Bancários aguarda a realização das assembleias marcadas para esta sexta-feira (2).
"Os trabalhadores rejeitaram a proposta da Fenaban, apresentada no dia 29, de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre, sequer, a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário", lamenta o presidente do sindicato catanduvense, Paulo Franco.
Os eixos centrais da Campanha Nacional 2016 são: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança e melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.
Próxima
No dia 5 de setembro, os bancários e bancárias voltam a se reunir em assembleia nos sindicatos para organizar o movimento e ratificar a decisão de greve, caso a Fenaban não apresente propostas que contemplem as reivindicações sociais e econômicas da categoria.