quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cardiologista recomenda a checagem da pressão pelo menos três vezes na semana


A medição da pressão deve ocorrer semanalmente
Apontada como doença assintomática, uma doença silenciosa, a Hipertensão Arterial ou pressão alta atinge, no mínimo, 30% da população adulta brasileira. Nesta quarta-feira, 26 de abril, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.  De acordo com o cardiologista Dr. Paulo Cesar Biagi, cooperado da Unimed Catanduva, a falta de sintomas dificulta no tratamento adequado. “A ausência de sintomas impede que a pessoa procure e/ou se conscientize de que deve tratar a hipertensão adequadamente”, disse.

Os sintomas podem surgir quando a hipertensão já está descontrolada e a falta de tratamento ou tratamento inadequado pode favorecer riscos à saúde, como o desenvolvimento de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) isquêmicos e/ou hemorrágicos, Hipertrofia Ventricular Esquerda (HVE) doença que força os batimentos do coração, edema agudo pulmonar, dissecção da aorta, ruptura de aneurismas entre outras. “Estas doenças com repercussões muito graves, podem levar as pessoas a cirurgias de emergência e, até mesmo, à morte”, destacou.

A doença não tem cura. O paciente hipertenso que apresenta pressão arterial acima de 130x90mm de Hgm, é diagnosticado com Hipertensão Arterial Sistêmica e necessita de tratamento adequado com medicações.

A beneficiária Neide Custodio Martin, de 67 anos, foi surpreendida ao ser diagnosticada com a hipertensão e, ainda, diabetes. “Tive mal-estar e ao ser atendida no Unimed Hospital São Domingos descobri que estava com o diabetes e a hipertensão descontrolada. Descobri as duas doenças juntas e até hoje cuido”, disse.

Já Cimara Aparecida Mazoni, 66 anos, há 15 anos foi diagnosticada com a doença. “Descobri em uma consulta médica de rotina. Desde então, tomo meus remédios todos os dias, sempre controlando. Fora os remédios, comecei a praticar exercício físico que ajudou muito também”, disse.

O cardiologista destacou que existem alguns fatores de risco que podem desencadear a doença: hereditariedade, tabagismo, etilismo (consumo de bebida alcóolica), uso de drogas ilícitas, obesidade, sedentarismo, alimentação com excesso de sal, estresse, sendo que o único fator de risco que não pode ser mudado, ainda, é o da hereditariedade.

Dr. Paulo Biagi ainda explicou que há a hipertensão arterial que é secundária às doenças de outros sistemas, como: doenças renais, endócrinas (hormonais-como da tireoide, falta de hormônios, etc.), e deve ser devidamente tratada.

Cuidados
A hipertensão arterial é silenciosa, entretanto, perigosa, por isso seguir à risca a orientação médica é obrigação. “A pessoa hipertensa deve fazer seu tratamento com seriedade, tomando a sua medicação diariamente, checando a sua pressão semanalmente, duas a três vezes”, alertou o cooperado.

É comum alguns pacientes crônicos ter o pensamento de que com a pressão controlada, pode deixar de tomar a medicação. “Antes de tomar qualquer medida consulte seu cardiologista, pois as consequências podem ser graves”, alertou.

Telemonitoramento

A Medicina Preventiva da Unimed Catanduva por meio do Programa de Telemonitoramento direcionado aos beneficiários adultos de planos assistenciais, orienta e monitora pacientes com Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial, Oncologia, Gestantes e Pós-operatório de cirurgia bariátrica.

O telemonitoramento ocorre por meio de ligações telefônicas, os pacientes são encorajados a adotar atitudes saudáveis incentivando cada vez mais o autocuidado e sua corresponsabilidade na saúde.

No caso de pacientes hipertensos àqueles com maior alteração na pressão arterial são indicados para serem monitorados pelo programa.